quinta-feira, 5 de junho de 2014

Até o amanhecer!

Pela janela a cortina do anoitecer se faz presente,
Deito-me árida e adormeço úmida,
Corpo aclamando por você,
Saudades que povoam minha mente,
Fazendo-me refém ATÉ AO AMANHECER.
 
Quero sentir seus toques,
Quero sentir seu cheiro,
Quero sentir seu gosto.
Arrebata-me, me faz sua ATÉ AO AMANHECER.
 
Num impulso desnuda-me
Sem pedir licença, atrevido, ousado,
Como um leão voraz, me toma me puxa,
Demarca seu território ATÉ AO AMANHECER.
 
Desnuda-me, me deixe em pelos,
Toma-me com as força das tempestades,
Com o fogo e o calor dos vulcões em erupção,
Mantenha-me em brasas ATÉ AO AMANHECER.
 
Nesta metamorfose entre mulher e fêmea,
Habita em minha alma o seu perfume,
Que me tranquiliza e libera as borboletas,
Paz de almas e corpos APÓS O AMANHECER.


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