Engano de quem pensa
que desperdiçamos tempo.
O tempo é infinito, o futuro
não existe e o agora
se faz presente.
Presente este que recebemos
do universo, da eternidade,
da verdade temperada com amor.
Sentimento que nos apodera,
que entra sem permissão,
que nos faz mal, que nos
faz bem, que nos alucina!
Que determina com sabedoria
a nossa direção.
Como já dizia o apóstolo
Paulo
de Tarso:
"Mesmo que eu falasse
a língua dos anjos,
se não tivesse amor
de nada valeria...”
Sentimento único,
incomparável, absoluto!
Mas muito mal compreendido;
Em nome desse amor,
matamos, aprisionamos,
destruímos, reverenciamos,
adoramos, acreditamos,
nos enganamos e amamos;
O "amor" é algo totalmente
inigualável, inquietante, mas,
ao mesmo tempo é silencioso,
é revolucionário, é apaziguador;
Ele está dentro de cada um de nós,
adormecido e escondido, porque
somos incapazes de acordá-lo,
por receios egoístas impostos
por hábitos insanos em
nossas mentes.
O amor é nosso, é componente natural,
é o elixir da sabedoria universal;
Corremos atrás do amor, pior,
tentamos controlar esse sentimento,
grande engano, não temos esse poder
de controle nem por nossa vida e,
essa insegurança, esse medo de
perder o controle e, não tendo
controle,
é que nos fragiliza diante do universo
que em contra partida conspira amor.

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